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#48 Do rádio ao podcast


9 minutos

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Décadas antes dos iPods e similares colados nos ouvidinhos, houve os rádios de tomada e depois os de pilha. Pelo Brasil profundo eles ainda resistem, apesar do assombroso avanço dos smartphones.

Mas bem mais interessante do que o aparelho em si, é viajar para atrás no relógio e encontrar a importância do rádio antes que a televisão roubasse as salas e as atenções. O rádio, nos anos 1940 / 1950, funcionou como uma espécie de internet 0.0 Um portal de notícias, atrações e sonhos.

Por exemplo, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro (PRE-8) teve de tudo: música, notícia, campanha, humor, radionovela, propaganda, esporte. Programas de auditório num teatro de 486 lugares. Orquestra própria, sob a batuta de Radamés Gnattali e outros de 24 quilates. O veículo foi tão popular que essas duas décadas ficariam conhecidas como a Era do Rádio.

A Nacional funcionava no edifício A Noite, na Praça Mauá, zona portuária do Rio. Rádio de longo alcance, suas ondas espalhavam a programação para grande parte do país. Era uma espécie de Rede Globo. Aliás, não é exagero falar que o rádio foi pai e mãe da TV brasileira.

No 24 de agosto de 1954, no Mercado Municipal de Taubaté, meu pai ouviu uma assustada florista bradar que o presidente da República havia se matado. Mas papai só acreditou para valer quando o speaker do Repórter Esso – noticioso da Rádio Nacional – irradiou: “E atenção. Acaba de suicidar-se no Palácio do Catete o presidente Getúlio Vargas”.

O programa Repórter Esso (1941-1970), cujo curioso slogan era Testemunha Ocular da História, funcionava como avalista das verdades. Enquanto não se ouvisse no noticioso, o fato ainda era boato. Essa credibilidade conferida ao rádio todavia persiste. Ainda dá crédito dizer: Ouvi no rádio.

A Rádio Nacional também brilhou na dramaturgia. Empregou muitos autores e emocionou milhões de ouvintes, como mamãe que não perdia um capítulo de O Direito de Nascer. Essa radionovela foi uma das centenas que a Nacional produziu.

Houve os humorísticos PRK-30 e Balança, mas não cai – que criaram tipos que migrariam para a futura “máquina de fazer doidos”, a TV. Por fim, o que hoje chamamos de MPB – Música Popular Brasileira – deve muito às iniciativas dos músicos da emissora.

Ontem mesmo li uma frase: “Os seres humanos gostam mais de agregar do que desperdiçar.” Se isso for sério, o rádio – muito além do aparelho – certamente continuará. Ele crescerá como linguagem. Com sua especificidade de cultivar intimidade com o ouvinte. Com sua capacidade de incendiar nossas emoções pelos sons.

. Originalmente publicado no Fernanda Pompeu Digital

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#45 Ninguém gosta de ser criticado


Quinta do Podcast – 6 minutos
Nós, os humanos, somos ótimos em criticar os outros e péssimos em ouvir e aceitar críticas.
Podemos até ser autocríticos, mas basta a crítica vir do outro para torcermos o nariz.
Não tem jeito, faz parte da nossa natureza. Mas você tem que escrever, apesar das críticas.
Aproveita, também, para curtir e se inscrever no Acelera Texto no Youtube

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#44 Português Papo Reto para quem Escreve


Quinta do Podcast – 20 minutos
Português Papo Reto para quem quer, deseja ou precisa, escrever na internet. A gente não necessita ter a gramática na ponta do dedo. O que precisamos é escrever muito, no dia a dia, para aumentar a nossa taxa de acerto.

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#42 A escrita líquida na internet


6 minutos
Na internet – nas redes sociais, nos blogs, nos podcasts, nos vídeos do Youtube, você pode estampar o seu processo. Uma espécie de obra sempre aberta. Como se você fizesse um pacto com as pessoas que se conectam com você: “o que escrevo hoje, terça, posso melhorar, digamos, na próxima sexta-feira.”

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#41 Você é produtor de autoconteúdo?


6 minutos
É claro que você pode contratar um redator profissional para escrever seus conteúdos. Mas terá que pagar por isso. Não tem dinheiro? Ok. Eu também não tenho. Ouça este podcast Acelera Texto para se tornar produtor de autoconteúdo. Vamos lá!

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#40 Abra suas gavetas e rejuvenesça seus textos


19 minutos
Tire sua produção do exílio. Poste tudo em um blog, ou na página do Facebook, ou na página do LinkedIn.
Mescle textos antigos com os atuais. Dê chances para que os leitores e leitoras encontrem seu passado e seu presente escrito. Acredito nos ambientes digitais!

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#39 Vade-retro, Zezé


6 minutos
Zezé aparece para pôr a gente para baixo. Ela não tem existência própria. Ela vive por que se alimenta dos nossos medos. #somostodoszeze. Saiba como neutralizar essa figura nefasta. Ah, a ilustração da capa é o do Caio.
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A transcrição deste podcast está no site: www.aceleratexto.com.br
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#38 Popularizar a Ciência pela Comunicação – Entrevista com Juliana Grazini


40 minutos
Ciência para todos. Por quê? Porque quando as pessoas entendem, tomam decisões melhores. Quais são os agentes da comunicação da ciência? Os cientistas e pesquisadores. Qual a melhor plataforma para essa comunicação? A internet! Seja nos blogs, seja nas redes sociais digitais. Ouça a entrevista com a Juliana Grazini – criadora da associação Verakis. Juliana dedica a maior parte do seu trabalho à popularização da ciência.

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#37 Avaliação Redação Enem – entrevista com Marina Lazarim


36 minutos
Entrevista Acelera Texto com Marina Lazarim, coordenadora pedagógica e de correção da startup “Redação Nota 1000”. Dicas para treinar a estrutura padrão da redação exigida pelo Enem e outros vestibulares. Marina, além do bom bate-papo sobre a escrita, discorre acerca do português padrão, noção de autoria, adequação vocabular etc. E principalmente pontua o que você deve fazer para se dar bem em uma redação Enem.

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#36 Autoridade Digital – O quê


9 minutos
Os “o quês” são a face visível do nosso porquê. São as postagens. São os conteúdos ofertados – gratuitos ou pagos. Posts, vídeos, áudios, lives, e-books, cursos, mentorias, imersões, enquetes, comentários etc. O fundamental é que o conjunto dos “o quês” esteja alinhado com o nosso Porquê.
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Ouça também os episódios: #31, #32, #34 e #35.

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#35 Autoridade Digital – O Como fazer


9 minutos
Depois que você descobriu o seu PORQUÊ, vem o COMO. O Como é a estratégia, o caminho pensado para comunicar ao seus seguidores o seu Porquê e os seus Conteúdos de Valor.
Não deixe de ouvir também o Podcast #34.
O Acelera Texto está ao seu lado para turbinar a sua escrita digital.

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#34 Autoridade Digital – O Porquê


5 minutos
O porquê é a sua visão, a sua crença. É muito importante comunicar para as pessoas na internet o seu porquê. Isso diferencia você de uma multidão de profissionais da mesma área. Sempre que puder, fale da sua visão, do seu propósito. Acredite: o público se conecta com os porquês.

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#33 Autoconhecimento ajuda a comunicação – Entrevista com Aurea Regina de Sá


38 minutos
Aurea Regina de Sá é a entrevistada deste podcast Acelera Texto. Por quê? Por que ela vê a comunicação em dimensão ampla: falar escutando o outro. Ela, também sabe por experiência, que os tímidos ou autocríticos severos – muitas vezes – não se comunicam por medo à exposição. Daí, ela nos diz que comunicação tem muito a ver com autoconhecimento. Sua dica de ouro: seja você mesmo – com suas qualidade e defeitos -, e encare.

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#32 Autoridade Digital – O que é isso?


12 minutos
Escolha o assunto que você sabe muito. A partir desse assunto, você irá comunicar na internet. À medida que as pessoas reconhecerem valor no seu conteúdo – pois ele resolve uma dúvida delas etc, elas dirão que você é uma autoridade digital naquela assunto (de interesse delas). É assim que funciona.
O Acelera Texto encoraja sua escrita digital
#autoridadedigital, #aceleratexto

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#31 O que é Autoridade Digital


10 minutos
Para entender o que é Autoridade Digital, esqueça tudo que você sabe acerca de Autoridade na velha ordem, no velho mundo. Autoridade Digital é conceito nativo da Internet. Você demonstra que sabe o que diz, e resolve dúvidas e problemas do leitor. Daí, o leitor reconhece a sua Autoridade Digital. Dá trabalho, mas é um caminho promissor.

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#30 Escrita Automática – Entrevista com Ls Raghy


37 minutos
Entrevista com o artista plástico, escritor e filósofo da arte Ls Raghy acerca da Escrita Automática. Escrita Automática é um ditado do pensamento. Trata-se de uma escrita sem autojulgamento, sem juiz interior. Um excelente exercício de destrava-texto. Ouça!

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