Usos do Pleonasmo

Por Fernanda Pompeu em Língua na palma da mão

O que é?

Pleonasmo é uma Figura de Linguagem.
Mais particularmente é uma Figura de Sintaxe
Ele se caracteriza pela redundância, excesso, ênfase.
É preciso atenção para usá-lo.

Usos ruins do Pleonasmo:

Maria, entra para dentro.
Não precisa, pois entrar é sempre para dentro.

Minha avó saiu para fora.
Não precisa, pois sair sempre é para fora.

Papai Noel me deu de graça.
Não precisa, pois dar é sempre de graça.

Vamos encarar de frente a Covid19.
Não precisa, pois encarar é sempre de frente.

Vou adiar a resposta para depois.
Não precisa, pois adiar é sempre para depois.

É recomendável planejar o futuro.
Não precisa, pois planejamento é para o futuro.
Ninguém planeja o passado (já passou) e nem o presente (já está acontecendo).

Usos relativos do Pleonasmo

Roberto Carlos: “Detalhes tão pequenos de nós dois.”
A rigor, todo detalhe é pequeno.
Mas é uma palavra tão importante que criamos gradações:
Perdeu por um pequeno detalhe.
O local que você mora é um grande detalhe para o empregador.

Meninas, vi com meus próprios olhos!
Todo mundo vê com os olhos.
Porém, aqui, o Pleonasmo é usado como ênfase.

Fernando Pessoa: “Ó mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal.”
Todo mar é salgado, não existe mar doce.
Mas Pessoa usou mar salgado por conta da ênfase: salgado, sal, lágrimas, Portugal.

Resumo da ópera:
Se você precisar de ênfase, você pode lançar mão de alguns Pleonasmos.

Mas o que é ênfase?
É realce, destaque, tonificação de uma palavra ou frase.
.
Veja também:
Figuras Sonoras
Figuras de Palavra
Figuras de Pensamento

Gostou? Passe para frente:

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