MAS EU PRECISO DO TEXTO? Pois é, precisa

Por Fernanda Pompeu em Escrever na internet

Olha só:


A nossa história é, no fundo, a ideia da realização.
Nós temos a ideia, mas entre a ideia e a realização há um caminho.
Entre a ideia e a realização, há sempre um caminho, ou caminhos.
Por exemplo: quero fazer uma viagem, quero ir para Alter do Chão, no Pará.
Entre o desejo de ir para Alter do Chão e a realização há vários procedimentos que preciso tomar.

Com a escrita é igual

Com a postagem, ocorre a mesma coisa.
Entre a ideia de: eu vou postar porque quero, e pôr a mensagem no ar, tem o quê?
Tem o texto.

O texto é a realização da ideia
É a linguagem. No fundo, é a linguagem.
Não é uma coisa direta.
Não é porque eu tive a ideia, que a realização está garantida.
Não!
Precisa passar por uma mediação.
Precisa passar por uma plataforma.
Precisa passar pela mente do leitor.

Construir a mensagem

Como é que se constrói uma mensagem?
Eu vou precisar organizar isso, vou precisar, que seja, de um parágrafo.
E esse parágrafo vai precisar de uma ordenação. Vai precisar de um desenho mental.
É assim que funciona.

Começo, meio, fim

Se eu pulo uma dessas pequenas partes, eu deixo a minha mensagem capenga.
No caso, eu deixo a minha realização capenga.
Tem que começar de alguma maneira, eu não posso entrar pelo meio da história.
Pois isso fará com que o meu leitor não compreenda.
Eu também não posso entrar no fim da história.
Porque o leitor vai ficar sem o meio.
O meio da história é o meio do caminho.
O leitor dirá: como assim?
Eu também não posso começar a desenvolver e não concluir.
Porque o meu leitor vai fazer aquela terrível pergunta: e daí?
Aliás estas perguntas, o que é isso, como é isso, e daí, são as que o leitor faz na cabeça dele.

Somos todos leitores

Nós também somos leitores, sempre somos escritores e leitores.
É como aquela história: todo motorista também é um pedestre.
Muitas vezes, é o espanto: ele não é um pedestre? ele não percebe o que é caminhar na rua? atravessar uma esquina?
Tem gente que, quando vira motorista, sai voando.
Mas ele também é pedestre.

No Digital

Na Internet, além de escrever, nós lemos também as perguntas dos leitores:
O que é isso?
Como é o desenvolvimento disso?
E daí?

Vá lá, coloca o seu pequeno parágrafo e pergunta silenciosamente, concentradamente:
O que é isso?
Meu post está falando do quê?
Como eu estou desenvolvendo a mensagem?

Serve para tudo

Serve para o bilhete que você quer escrever.
Serve para o desenvolvimento mais literário, serve para o desenvolvimento de um texto informativo, de um texto opinativo.
Não importa.

A estrutura é essa e o texto é muito parecido com a própria existência, com a existência humana.
A gente nasce, a gente cresce, a gente morre.
(Risos)

E daí?

Nascimento, crescimento, morte são os três momentos obrigatórios do nosso texto.
Do pequeno parágrafo ao texto com vinte parágrafos, você terá essa estrutura.
Não interessa se você está escrevendo de forma pequena, de forma curta.
Você não pode esquecer destes três momentos: começo, meio e fim.
Isso é o texto, isso é a estrutura que está presente quando fazemos a nossa comunicação escrita.

Resumindo

Entre a ideia e a realização,
sempre haverá a linguagem, sempre haverá o texto,
Por isso é muito bacana que a gente treine.

Bacana que a gente comece a postar, para que isso ganhe, para que isso se desenvolva, para que a gente encontre a nossa voz.
Para que a gente descubra qual é o nosso estilo.
Para que a gente, finalmente, conecte ou ofereça o nosso texto aos nossos leitores.

Por que é disso que se trata
Se trata de escrever, se trata de postar, se trata de observar as conexões
para se relacionar a partir dessas conexões.
O fluxo é esse.


.
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